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Em entrevista, Sandy fala sobre relação de saudosismo e opção por vida mais discreta

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Sandy nunca esteve em Florianópolis com seu show solo. Quando fazia dupla com o irmão, lotou algumas apresentações na cidade, como no estádio Orlando Scarpelli e no Centrosul nos anos 1990 e 2000. Finalmente chegou a tão esperada data, depois de seis anos de estrada solo, na noite deste sábado, pontualmente às 21h, Sandy, subirá ao palco do Teatro da UFSC para o show do DVD “Meu canto – Ao Vivo”. Ídolo de muitas crianças, adolescentes e jovens que hoje tem entre 20 e 35 anos a cantora atendeu ao Notícias do Dia por telefone. Falou sobre o repertório, a relação de saudosismo que ainda existe ente os fãs da dupla e a opção por uma vida discreta em relação a mídia.

ND – Não sei se você acompanhou, mas a divulgação do seu show em Florianópolis causou nas redes sociais. Porque você demorou tanto para vir para a cidade com a carreira solo?

Sandy Ai que bom saber. Não sei, não depende muito de mim, vou onde me chamam, onde tem teatros adequados para esse tipo de show. E agora vimos que o público tava querendo muito o show e foi a hora. 

ND – Conhece Florianópolis ou já teve a oportunidade de dar um passeio aqui?

Sandy Floripa mesmo eu não conheço muito bem, mas passei uns quatro dias num resort bem aí perto, tinha uma estrada de chão que ia bem longe e uma ilha deserta, mas foi muito lindo, eu amei estar ai.

ND – Muitas crianças e jovens que cresceram te ouvindo cantar te viam como um ídolo, alguém para se espelhar. Hoje, muitos deles talvez não acompanhem tanto a sua carreira solo, mas ainda sentem essa necessidade de te ver cantar ao vivo. Você consegue entender a dimensão desse carinho?

SandyInteressante esse ponto de vista. As pessoas que eram minhas fãs eram muito jovens, adolescentes, e nessa época, às vezes, começam a ficar com um pouco de vergonha de dizer que gostavam de Sandy e Junior, porque por termos começado crianças, parecia algo infantil. Muita gente que gostava depois passou a negar, depois passou essa fase autoafirmação, e não tem mais esse problema de admitir que gosta, acho que é um pouco do retorno dessas pessoas no show, e eu vejo muito isso e entendo. 

ND – Tudo bem para você quando as pessoas pedem que cante músicas da carreira da dupla?

Sandy É muito legal, porque é bom ver que a gente fez parte da vida das pessoas, marcou a juventude. É bonito ver isso hoje em dia. Fico super feliz e tenho muito orgulho do meu passado. Foi ele que me construiu como pessoa e profissional. 

ND – Acha que as pessoas ainda tem dificuldade em te dissociar do Junior? Acha natural ou em algum momento parou para repensar o seu papel?

Sandy Hoje em dia não sinto mais isso, mas não foi um processo muito rápido para mim. Sandy e Junior ficou muito marcado, era um nome muito forte. Foram 17 anos de carreira, com muitos hits de sucesso, muitos CDs, programa de TV, brinquedos. Eu também demorei um pouco para voltar aos palcos [foram quase três anos], e isso me ajudou, porque existe essa coisa do saudosismo, de falarem para gravar algo com meu irmão, fazer programa com ele. Mas ai fui percebendo que era só saudade. É melhor quando a gente percebe, reconhece esse sentimento, porque muda no coração o que a gente sente em relação a tudo isso, e não dá para negar ou renegar o que aconteceu. 

ND – Você é muito discreta, e pouco se sabe da sua vida, da sua família, na mídia. Existe um cuidado a mais com a superexposição? Acha que já foi muito exposta quando era criança?

Sandy Crescer nos holofotes da mídia não foi muito fácil, toda a minha infância, adolescência, tudo. Ser tão exposta durante toda a vida é uma coisa muito difícil, então fui colocando meus limites, entendendo como funcionava melhor para mim. Eu entendi como eu conseguia lidar e sobreviver a tudo aquilo. Fui aprendendo apanhando, caindo e levantando. Por isso, resolvi me preservar. Era assim que conseguia dar conta. Hoje, que tenho um filho, não quero que ele passe pelo o que eu passei, o Lucas, meu pai, meu tio. Não quero que no primeiro dia de aula tenha um paparazzi na porta da escola dele. Ele é só uma criança, tem o direito de ter a vida preservada, e eu e o Lucas ainda podemos decidir isso e tentar.

ND – Como será o repertório do show?

Sandy Duas músicas da dupla sempre tem que ter se não os fãs me matam (risos). Mas vai ter música de todos os discos da carreira solo, mais as cinco inéditas desse DVD, duas releituras, uma do Nando Reis e uma em homenagem ao meu avô. Quem conhece o DVD novo, vai ser exatamente como ele, com o cenário todinho, banda e figurino. 

ND – O que espera da apresentação aqui? Nós estamos ansiosos.

Sandy Estou muito ansiosa para voltar também. Lembro do último show, era em um lugar fechado, tinhas muitas pessoas em pé. E agora aumenta ainda mais expectativa por fazer muito tempo que vou ai. Tenho um carinho enorme pelo povo de Santa Catarina. Vou fazer esse show com todo amor do mundo.

ND Online.

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